4/28/2010

Remember me.

Eu gosto de aventuras. Não sou "o tipo de garota que gosta de aventuras", porque eu não sou "um tipo de garota". Se eu fosse, teria de entrar em algum tipo de grupo, com qualquer tipo de rótulo ou essas coisas que envolvem estereótipos. E eles são bons, ótimos, para quem vende coisas. E só. Vende roupas, acessórios, música e tudo isso que envolve pesquisa de mercado. "Qual é o consumidor que você quer para o seu produto?" Qual é o produto que eu quero consumir? Eu consumo, não ele a mim.
Não curto esse lance de ser previsível, é chato. As pessoas esperarem uma reação, um ato, uma escolha, um sentimento e então magicamente, você vai lá e faz. Faz exatamente como imaginavam que você faria. Sem surpresa, sem emoção. Eu gosto de ser imprevisível. Naturalmente imprevisível. Gosto de surpreender até a mim mesma. De fazer o que eu disse que nunca faria, dizer o que achei que nunca diria, me apaixonar pelo cara que vi na tevê, que parecia ser feio, mas... como ele é sexy! Gosto de ver que eu ainda existo dentro de mim com minha paixão pela vida, pelas pessoas. Gosto de estar dividida entre garantir ou arriscar.
Gosto de passar por uma fase paradona, sumida das sociais, dos bares e festas. Depois passo para a agonia da loucura, euforia, espasmos de energia e fome de viver. Sempre fui "ou tudo ou nada". Me jogo nos relacionamentos, nos prazeres, nos vícios, vontades... tudo o que desperta o meu desejo. Posso ser (ou parecer) mansa quando quero, mas gosto mesmo é de ser impactante. Gosto de marcar as pessoas que passam pela minha vida, a ideia de passar em branco não me agrada. As vezes não sei medir meus atos, como diz a música "i was never loyal, except to my own pleasure zone". Isso não é exatamente motivo de orgulho, menos ainda quando sei que já machuquei pessoas muito queridas, por isso. Mas analisando hoje, no momento em que estou, essa é a grande realidade. Quando a história se repete ano após ano, eu vejo que eu sou assim. Eu gosto de me aventurar. Não sei ainda se preciso, mas sei que gosto e muito disso! Correr riscos, admirar, desejar. Fazer correr riscos, ser admirada, ser desejada. Pra mim tudo é via de mão dupla. Não me meto aonde não me querem.
Sou explícita. Sou objetiva usando a minha tão querida companheira, a subjetividade. "Ok, ambos sabemos do que estamos falando." Se você não sabe, você nunca despertou meu interesse.
Viver a vida é uma delícia quando se é nova e louca. É quase como jogar dados. Eróticos.

4/12/2010

Mulheres

Graça, charme e sutileza, são atributos indispensáveis numa mulher. Vem antes da forma do seu corpo, do tipo de cabelo ou estatura. Uma mulher que se apresenta com essas três qualidades, é naturalmente encantadora. Marca e não é esquecida. A mulher verdadeira, se mostra boa amiga e boa amante. E a ordem deve ser exatamente essa. Amante no sentido completo. Mulheres amantes da vida, de seus amados, companheiras de corpo e alma, cumplices. Mulher que desafia pela competência, desperta pelo mistério e não pela exposição. Ser interessante, firme e elegante. Essa é a verdadeira mulher, a mulher que se guarda, se expondo com astúcia e cautela para quem julga merecedor. A verdadeira mulher, é a que não perde a delicadeza, a simplicidade e a clareza. Nós nos tornamos mulheres quando aprendemos a encantar apresentando o que somos, não o que temos. Porque ser mulher, não significa ter seios. Ser mulher é perceber que não há no mundo organismo vivo com tanto poder nas mãos como nós e aprender a explorar esse dote natural de forma a gerar o bem. Não há existência tão influente como a nossa, intuitiva por natureza. Nossa maneira única, espontânea e singela é tudo o que nós mulheres temos a oferecer e nossos principais atrativos. Belo exemplo são as mulheres do passado em quem devemos nos espelhar. Por serem as mulheres fortes que lutaram pelos direitos que hoje, nós temos. Mulheres que pela autência feminilidade inevitavelmente, são as verdadeiras damas. E não se deixem enganar, são as damas que fazem os cavalheiros.

9/21/2009

resumo rápido: dia 31 de dezembro de 2008 meus pais foram para Lumiar passar o reveillon na casa de minhas avós. eu fiquei em casa, esperando thiago, meu então melhor amigo que por acaso estava ficando comigo, para que na hora certa nós pegássemos um ônibus para São Pedro da Serra, ônibus no qual estaria Camila, amissíssima carioquíssima que veio ficar conosco uns dias em sua casinha agradável nas montanhas. ao longo da tarde em minha casa descobrimos coisas sensacionais, até que Camila ligou avisando que já estava na rodoviária, saimos correndo, pegamos o ônibus, em certa altura do caminho a encontramos. chegamos em São Pedro, descarregamos as "malas" em sua casa e encontramos Olívia. daí não me lembro mais o que fizemos, sei que encontramos Matheus e Bernard (o que me deixou mais feliz ainda) e fomos para o Estrela assistir ao show do Nó Cego. FOI A VIRADA DE ANO MAIS LINDA QUE EU JÁ TIVE! eu era só sorrisos, só sorrisos e felicidade, estava do lado de pessoas que eu amo, sentido a alegria que pairava no ar. perfeito. algumas horas da manhã fomos para a casa de Camila, Olívia para sua. Camila dormiu no sofá, não sei bem porque, acho que estava muito morta de cansaço, enquanto eu e Thiago dormimos no quarto com cama de solteiro, também não sei porque, sabendo que tinha uma cama de casal no quarto ao lado. enfim, foi uma ótima noite. talvez a primeira que dormimos juntos.


MEU DEUS, ta tarde, amanhã termino isso (:

5/04/2009

9/29/2008

"Depois do ato do amor sobrevinha um pouco de ódio ao amigo, como se ele houvesse penetradomuito longe na sua intimidade, violando a liberdade feminina. Porque essa liberdade era o que mais importava - era a sua razão de viver. O que mais poderia significar a vida de uma jovem senão a repulsa de velhas e sórdidas ligações e sujeições?
Ora, por mais que filosofassem sobre o assunto, aquelas relações sexuais constituíam uma das mais antigas sujeições. Os poetas que a glorificavam eram homens - a mulher sempre percebeu que há coisas mais elevadas que o amor físico. E, por experiência própria, estavam agora as duas convencidas disso. A bela e pura liberdade de uma mulher valia muito mais que o amor sexual. Triste é o atraso dos homens nesse ponto. Eles insistem na cópula, como cães.
E a mulher tem de ceder, tão infaltilmente teimosos os homens se mostram. Ou a mulher cede ou eles passam a se comportar como crianças malcriadas, que estragam tudo com seus amuos. Mas a mulher pode ceder só na aparência, conservando-se livre e dona de si lá no seu íntimo. É este um ponto que os poetas e os sexólogos não levam em consideração. Uma mulher pode receber um homem sem se entregar a ele, ou sem cair em eu poder - antes utilizando-se do sexo para adquirir poder sobre ele. Durante a cópula, basta que se contenha, que o deixa chegar ao clímax sem que com ela aconteça o mesmo. Por outro lado, ela pode prolongar o coito e conseguir seu orgasmo sem que o homem seja outra coisa senão mero instrumento."

Trecho de 'O amante de Lady Chaterlley', livro muito bom que eu estou lendo agora.